terça-feira, 15 de março de 2011

Evolução do emprego formal em Mossoró



Érica Priscilla Carvalho de Lima
Graduanda em Economia da UFRN e bolsista do GEPETIS


Segundo estudo realizado em 2010 pela Escola de Negócios (FUCAPE) e divulgado pela Revista Você S/A, destaca Mossoró entre as 100 melhores cidades brasileiras em oportunidades e para se fazer carreira. 
De acordo com LIMA (2010), “Mossoró ganhou destaque no cenário dos municípios do Rio Grande do Norte devido ao forte direcionamento de investimentos governamentais, que proporcionaram a este município o crescimento econômico que foi alcançado” (LIMA, 2010, pag. 09).
Entre o início da década de 1990 até 2008, foi possível assistir uma evolução do emprego formal em Mossoró e este processo foi acompanhado por uma elevação do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) no município, mostrando assim, que houve um melhor desempenho nas variáveis: nível de renda, educação e longevidade.

Este processo que vem ocorrendo no município de Mossoró é resultado da desconcentração econômica em favor das cidades médias, que passaram a receber um crescente fluxo de investimentos e de população, tornando-as espaços potenciais de absorção de novos empreendimentos que antes eram direcionados para as metrópoles. Assim, como em Mossoró, algumas cidades médias do Nordeste passaram a ganhar com a relocalização produtiva que ocorreu no cenário nacional, como Campina Grande, na Paraíba, e Feira de Santana, na Bahia. 

Fonte:
LIMA, Érica Priscilla Carvalho de. Reconfiguração do emprego formal nas cidades médias do Nordeste: Mossoró (RN) e Feira de Santana (BA): 1990-2008. XVI Seminário de Pesquisa do CCSA, 2010, UFRN.

Prefeitura Municipal de Mossoró: 
http://www.prefeiturademossoro.com.br/noticias.php?codigo=OTEy

segunda-feira, 14 de março de 2011

Prejuízo econômico do Japão pode chegar a R$ 305 bilhões

As perdas econômicas nas regiões do Japão que foram atingidas pelo grande terremoto vão somar cerca de 14 trilhões a 15 trilhões de ienes (aproximadamente R$ 284,5 bilhões a R$ 305 bilhões), segundo informações disponíveis nesta segunda-feira, afirmou o Credit Suisse, em relatório.
O economista-chefe do banco, Hiromichi Shirakawa, informou que prejuízos na região nordeste do Japão serão "um pouco menos que 40%" dos 40 trilhões de ienes em perdas econômicas totais registradas no terremoto de Kobe, em 1995.
Shirakawa informou que as perdas pelo terremoto de sexta-feira serão provavelmente menores por causa de um menor número de prédios de escritórios, instalações comerciais e estradas afetadas nas regiões atingidas.
O analista afirma ainda que não houve relatos de grandes desmoronamentos em grandes instalações de indústrias.

Fonte: IG Economia

sexta-feira, 11 de março de 2011

PRODUÇÃO DE GRÃOS NO RN PODERÁ CRESCER MAIS DE 90%

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou ontem o sexto levantamento sobre a safra de grãos 2010/2011 no país, apontando que a produção nacional será recorde este ano e que, no Rio Grande do Norte, poderá alcançar um crescimento de 94%, na comparação com o registrado na safra 2009/2010. Ao todo, a expectativa é que o estado colha 55,9 mil toneladas de milho, feijão, arroz, algodão e sorgo. O resultado poderá ser, porém, ainda mais robusto, se os dados coletados pelos técnicos da companhia - no levantamento em campo que começará  na próxima semana - confirmarem as projeções de “fartura” para 2011.
rodrigo senaA produção de feijão é uma das que experimentarão aumentoA produção de feijão é uma das que experimentarão aumento
O desempenho positivo esperado para o Rio Grande do Norte está diretamente ligado às condições climáticas favoráveis ao cultivo. “No ano passado a produção no estado e em outros da região foi praticamente dizimada por falta de chuvas. Este ano, apesar de a área permanecer praticamente a mesma, o clima está bom e favorece o aumento da produção”, diz o gerente de avaliação e acompanhamento de safras da Conab, Carlos Bestetti, estimando que, no Nordeste, haverá um crescimento de 25% na produção.

No caso caso do Rio Grande do Norte, os números são estimados com base na média dos últimos cinco anos, mas poderão ainda sofrer alteração, após a realização dos levantamentos em campo. O primeiro desta safra será feito no período de 14 a 18 de março, diz o analista de mercado de produtos agrícolas da Conab, Luís Gonzaga Costa.  Os números mais “concretos”, segundo ele, serão divulgados em abril. “Mas o crescimento em torno de 90% é palpável em função da situação climática”, acrescenta.

Nacionalmente, a pesquisa foi realizada por 68 técnicos da Conab, no período de 21 a 24 de fevereiro. Foram ouvidos representantes de cooperativas e sindicatos rurais, de órgãos públicos e privados nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, além de parte das regiões Norte e Nordeste.

Entre os produtos cultivados no RN, o levantamento mostra que haverá crescimento de produção e produtividade. A área plantada, porém, deverá ficar parecida com a da safra anterior.

Há, no entanto, exceções. O algodão deverá ser uma delas. A expectativa é que a cultura seja impulsionada este ano por um projeto de revitalização em Assu. Além do clima favorável, os mercados internacional e nacional estão “compradores”, o que também deverá servir de estímulo para os produtores que investem na cultura. As importações do estado, no entanto, devem ser mantidas, mas não apenas no que se refere a esse produto. “No caso do milho e do feijão, que são cultivados principalmente para autosubsistência, mesmo com a safra, o estado vai continuar comprando de fora. A produção não atende a demanda”, frisa Gonzaga, da Conab.

Brasil - mais 5 milhões de toneladas

De acordo com o  levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Brasil deve colher aproximadamente 154,2 milhões de toneladas de grãos este ano. O número representa um aumento de 3,4%, o que equivale a aproximadamente 5 milhões de toneladas a mais que a safra passada, que atingiu 149,2 milhões de toneladas. Com relação ao último levantamento, realizado em fevereiro, a produção cresceu 0,7%, o que representa 1,1 milhão de toneladas. A área cultivada também registrou um aumento de 3,1%, chegando a 48,9 milhões de hectares. Segundo as informações levantadas pela Conab, o motivo do crescimento é a ampliação de áreas de cultivo do algodão, do feijão 1ª e 2ª safras, da soja e do arroz, aliada à boa influência do clima no desenvolvimento das culturas. O algodão apresenta o maior crescimento em área, com cerca de 56% a mais que no ano passado.

Fonte: http://www.tribunadonorte.com.br/noticia/producao-de-graos-no-rn-podera-crescer-mais-de-90/17512