sexta-feira, 13 de maio de 2011

Famílias estão otimistas com o futuro do País

Nona edição do Índice de Expectativas das Famílias (IEF) também revela, no entanto, menor intenção de consumir
O Ipea em São Paulo, a nona edição do Índice de Expectativas das Famílias (IEF). Esta edição do IEF, que é lançado mensalmente, traz dados referentes ao mês de abril. O estudo foi apresentado pelo presidente do Ipea, Marcio Pochmann.
O IEF revela que 74% das famílias brasileiras percebem sua situação como melhor, na comparação com um ano atrás. As famílias que acreditam que o país passará por melhores momentos nos próximos 12 meses representam 59% dos domicílios pesquisados. As regiões mais otimistas foram Centro-Oeste e Sudeste.
Um aspecto positivo evidenciado pela pesquisa aponta que 73% das famílias se consideram pouco endividadas ou sem dívidas. Ainda de acordo com o estudo, 92% das famílias responderam não ter a intenção de contrair um financiamento ou empréstimo nos próximos meses.
De janeiro a abril de 2011, houve uma diminuição de 12% do número de famílias que, quando perguntadas se consideram bom o momento atual para a aquisição de bens duráveis, responderam “sim”. Para Pochmann, isso pode ser reflexo da elevação do custo do crédito no Brasil. “Os bens de consumo duráveis, em geral, têm valores maiores que a renda mensal de uma família, a qual depende, portanto, de crédito”, disse o presidente do Ipea.


Fonte: IPEA

sexta-feira, 15 de abril de 2011

PIB deve crescer de 4 a 5%


“O crescimento do PIB do país ficará entre 4% e 5%,” afirmou Roberto Messenberg, coordenador do Grupo de Análise e Previsões (GAP) do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), em coletiva sobre a Carta de Conjuntura nessa quarta-feira, 13, na representação do Instituto no Rio de Janeiro. Com relação à inflação, a previsão é de que se situe entre 5% e 6% este ano. A tendência para os próximos meses é de que as taxas de inflação continuem em patamares elevados e desacelerem um pouco nos últimos três meses do ano. 

Para Messenberg, há uma falsa expectativa de que a inflação poderia sair de controle. “O mercado está tentando induzir que a taxa de inflação será maior, para arrebentar as agendas do foco do desenvolvimento, por exemplo”, acredita. Segundo ele, não existe possibilidade de hiperinflações num país com reservas de capitais que valorizam o câmbio nominal da moeda local, como é o caso atual do Brasil.
A redução do crescimento econômico brasileiro em 2010, quando a economia se expandiu em 7,5%, se deve ao aumento dos juros juntamente com o menor impulso do setor fiscal. A pesquisa prevê que o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) ficará entre 5% e 6% neste ano, situando-se, acima do centro da meta definida pelo governo, de 4,5%, porém abaixo do teto de 6,5%. O Instituto calcula que a variação no preço dos serviços deverá responder, sozinha, por mais de 2 pontos percentuais no IPCA.
O documento atesta que a inflação sobre os serviços é provocada por uma pressão de demanda, forçada pela melhora das condições do mercado de trabalho e pela elevação do poder aquisitivo dos trabalhadores. A Carta de Conjuntura aponta ainda que o choque da oferta sobre os grupos alimentos e bebidas, e os eventos climáticos, impactaram a inflação no início do ano. “A taxa de inflação deve sofrer pressão das commodities agrícolas ao longo do ano, do aumento do preço do petróleo e da resistência da inflação de serviços”, prevê Messenberg.
A projeção para o déficit em conta corrente este ano é entre US$ 63 bilhões e US$ 73 bilhões. De acordo com o estudo, a manutenção do alto nível de liquidez internacional, associada a um diferencial de juros favorável em relação à economia brasileira, deverá fazer com que o fluxo de capitais estrangeiros seja "mais do que suficiente" para financiar o avanço do déficit em conta corrente.

Fonte: www.ipea.gov.br

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Estudo do Ipea avalia situação de aeroportos brasileiros

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgou um estudo realizado sobre a situação dos aeroportos brasileiros: a "Nota Técnica Aeroportos no Brasil: Investimentos Recentes, Perspectivas e Preocupações". Com o crescimento da economia brasileira, com a Copa do Mundo e as Olimpíadas, a pesquisa analisa o setor de transporte aéreo no país e identifica os gargalos que impedem o crescimento sustentável.
Foram comparados a atual capacidade e o volume de passageiros nos terminais, a partir de dados da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero). Verificou-se também a viabilidade dos prazos previstos para a conclusão das obras planejadas para a Copa de 2014. A nota avaliou ainda se o aumento da capacidade dos terminais para 2014, previsto no plano de investimentos da Infraero, será suficiente para atender à demanda estimada para 2014.
Os técnicos do instituto, vinculado à Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, concluem que a realização da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016 torna mais urgente que o país aumente os investimentos no setor. De acordo com a nota técnica, nove dos 12 aeroportos em funcionamento nas 12 cidades brasileiras que sediarão jogos da Copa não deverão ter as obras finalizadas até o início do evento esportivo se o tempo médio para a conclusão das melhorias na área de infraestrutura de transportes for mantido. Também não deve ficar pronto o Aeroporto Internacional São Gonçalo do Amarante (RN), próximo à capital Natal, que ainda está sendo construído.
Conforme lembram os técnicos do Ipea, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) estima que o país precisaria investir ao menos R$ 20 bilhões nos aeroportos brasileiros até 2022 para corrigir os gargalos do setor e evitar um apagão em decorrência do aumento da demanda. A Infraero, por sua vez, planeja investir, até 2014, R$ 5,23 bilhões nos 13 aeroportos citados na nota técnica do Ipea. 

Sites: http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/brasil/2011/04/14/interna_brasil,247808/catorze-dos-principais-aeroportos-brasileiros-operam-acima-da-capacidade.shtml