terça-feira, 22 de março de 2011

Arrecadação federal soma R$ 64 bilhões em fevereiro

A arrecadação federal em fevereiro seguiu uma sequência de recordes de outros meses. De acordo com números divulgados há pouco pela Receita Federal, a arrecadação no mês passado somou R$ 64,138 bilhões. O valor, descontada a inflação oficial pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), é 9,38% superior ao de fevereiro do ano passado e é o maior da história para o mês.

Nos dois primeiros meses de 2011, a arrecadação totaliza R$ 155,939 bilhões. A quantia é R$ 17,952 bilhões maior que a registrada no mesmo período de 2010. O crescimento real, também levando em conta o IPCA, é de 13,01%.

De acordo com a Receita Federal, o desempenho da economia continua a ser o principal responsável pelo desempenho da arrecadação. Em dezembro de 2010 e janeiro deste ano, a produção industrial subiu 5,78%, as vendas de bens e serviços aumentaram 15,21% e a massa salarial cresceu 16,74% em relação aos mesmos meses dos anos anteriores. Como o fato gerador de um mês só influencia as receitas públicas no mês seguinte, a atividade econômica em dezembro e janeiro tem impacto na arrecadação de janeiro e fevereiro.

O aumento da lucratividade das empresas também contribuiu para o recorde na arrecadação. As receitas do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) tiveram aumento real de 20,55% nos dois primeiros meses de 2011. De acordo com a Receita, esses tributos foram os principais responsáveis pela diferença na arrecadação no acumulado do ano em relação ao ano passado.

O IRPJ e a CSLL foram os tributos que mais levaram tempo para se recuperar da crise econômica de 2009. Isso ocorreu porque a queda no lucro das empresas em 2009 repercutiu no imposto pago em 2010. Neste ano, as empresas estão pagando mais impostos por causa da lucratividade maior no ano passado.

Em relação a janeiro, a arrecadação federal em fevereiro caiu 30,13%. Essa queda, no entanto, ocorre todos os anos e se deve a diferenças no calendário de arrecadação de um mês para outro.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Ofensiva na Líbia e crise nuclear no Japão direcionam bolsas da Ásia

As bolsas da Ásia iniciaram a semana em alta, influenciadas pelo aumento do preço do petróleo no mercado internacional, diante da ofensiva dos países ocidentais na Líbia. As bases do ditador Muamar Gadafi foram atacas por terra e ar, numa ação coordenada por Estados Unidos, Reino Unido e França.
No Japão, a crise nuclear ainda preocupa, porém progressos nas medidas para evitar uma catástrofe minimizaram os temores no mercado. A bolsa de Tóquio não operou nesta segunda-feira devido a um feriado local.
Em Hong Kong, o índice Hang Seng subiu 1,73%, para 22.685,20 pontos, acompanhado pelo Shanghai Composite, da bolsa de Xangai, que ganhou 0,08%, marcando 2.909,14 pontos. Os indicadores apresentaram fôlego, apesar do novo aumento no compulsório promovido pelo banco central chinês na última sexta-feira.
Em Taipé, o Taiwan Taiex avançou 0,87%, para 8.467,71 pontos e, em Seul, o índice Kospi teve valorização de 1,33%, aos 2.003,42 pontos.  O S&P/ASX 200, da bolsa de Sydney, subiu 0,35%, para 4.642,80 pontos, ajudado pelas ações do setor bancário.

Fonte: Valor Econômico

sexta-feira, 18 de março de 2011

Ganhos reais de salário são recorde

Por Wladimir D’Andrade

São Paulo (AE) - As negociações salariais com aumento real de salários atingiram, em 2010, a maior proporção em relação ao total desde 1996. Segundo dados divulgados ontem pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), 88,7% de um total de 700 negociações salariais obtiveram reajuste acima do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) - indicador de inflação calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 2009, a proporção havia sido de 78,9%.

adriano abreuO comércio foi o setor com a maior proporção de negociações salariais com ganho real no períodoO comércio foi o setor com a maior proporção de negociações salariais com ganho real no período
Segundo informações do Dieese, 7% das negociações conseguiram, ao menos, repor a inflação em 2010 e 4,3% não chegaram a este patamar. No levantamento de 2009, os índices dos acordos que conseguiram repor as perdas da inflação e dos que ficaram abaixo do INPC foram de 12,3% e 8,8%, respectivamente.

Setores

O comércio foi o setor que apresentou maior proporção de negociações salariais com ganho real em 2010. Foram ao todo 96% de acordos concluídos com aumento superior ao INPC do ano passado, ante 91% na indústria e 83% nos serviços.

O coordenador da pesquisa, José Silvestre, disse que o setor de comércio teve desempenho superior ao da economia brasileira em 2010. Segundo ele, até novembro, o comércio teve crescimento de 11% na comparação com o ano de 2009, de acordo com pesquisa do próprio Dieese. “A renda e a oferta de crédito estiveram em alta em 2010 e estas variáveis são os termômetros do comércio. O bom desempenho delas no ano passado explica o resultado do setor.”

O ano de 2010 se destacou pelo aumento “significativo” no total de negociações terminadas nas faixas mais altas de ganho real. De 700 acordos analisados, 106, ou 15%, tiveram aumento real acima de 3%. Em 2008, essa faixa correspondeu a 4% das negociações, e em 2009, a 5%. Os ganhos acima de 5% também foram maiores em 2010: 4% do total, ante 0,28% em 2008 e 1,4% em 2009. Grande parte das negociações (74%) resultou em aumento real na faixa entre 0,01% e 3%. O porcentual de acordos que não conseguiu repor o INPC de 2010 foi de 4%, enquanto em 2008 foi de 11% e, em 2009, 9%.

Na análise do triênio 2008-2009-2010, o Dieese aponta que 89% das negociações obtiveram ganho real.